Dynamite

Entries for month: October 2008

Sp Noise

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SP NOISE FESTIVAL

 

Maior festival de música independente do Brasil aporta em São Paulo

 

Depois de 13 edições, a maior festa do rock independente nacional não é mais exclusividade de Goiânia. O Noise Festival promove, nos dias 21 e 22 de novembro, sua primeira edição paulista no Eazy, Barra Funda. Os ingressos, entre antecipados e para compra no dia, variam de 55 a 80 reais e serão vendidos na Sensorial Discos.

 

A escalação do SP Noise Festival reflete a programação do irmão mais velho goiano e tem como destaque a lendária banda Vaselines de Eugene Kelly e Francês Mckee que se apresentam no Brasil com Stevie Jackson e Bobby Kildea, do Belle & Sebastian, e Michael McGarin do 1990's/Yummy Fur. Presentes em todos os lineups de grandes festivais internacionais e nas principais listas de discos do ano, os americanos do Black Lips e os canadenses do Black Mountain reforçam o caráter roqueiro e internacional que é a cara do Noise.

 

Atento às boas novidades da cena nacional, a edição paulista apresenta a aclamada banda carioca Do Amor e as revelações Black Drawing Chalks (GO) e Homiepie (SP). Fechando a escalação nacional, os lendários catarinenses do Ambervisions. O festival conta ainda com Motek (Bélgica), Flaming Sideburns (Finlândia), Tormentos (Argentina), The Ganjas (Chile) e Calume-Hcla (USA).

 

Para receber o festival, o Eazy, antiga Broadway, terá dois palcos e um espaço com capacidade para duas mil pessoas. A casa, que já foi palco de shows históricos como Superchunk, Fugazi, Seaweed e Man Or Astroman, apareceu como a escolha mais apropriada e natural para receber o braço paulista do Noise.

 

A idéia de realizar a primeira edição do Noise em São Paulo veio da maturidade do festival goiano e da cena independente brasileira que, por mais que tenha se desenvolvido bastante nas diferentes regiões do Brasil, ainda tem São Paulo como o grande centro da música alternativa do país.

 

PROGRAMAÇÃO

 

SEXTA 21/11

Black Mountain (Canadá)(Palco 1)

Flaming Sideburns (Finlândia)(Palco 2)

Motek (Belgica)(Palco 1)

Os Ambervisions (SC)(Palco 2)

The Tormentos (Argentina)(Palco 1)

Black Drawing Chalks (GO)(Palco 2)

 

SÁBADO 22/11

Vaselines (Escócia)(Palco 1)

Black Lips (USA)(Palco 2)

The Ganjas (Chile)(Palco 1)

Do Amor (RJ)(Palco 2)

Calumet-Hecla (USA)(Palco 1)

Homiepie (SP)(Palco 2)

 

SERVIÇO:

SP Noise Festival

21 e 22 de novembro

Eazy - Av. Marquês de São Vicente, 1767, Barra Funda - São Paulo - SP.

Tel: (11) 3611-3121.

Ingressos:

21/11 (sexta-feira): R$55,00 (antecipado) e R$65,00 (no dia)

22/11 (sábado): R$65,00 (antecipado) e R$80,00 (no dia)

Ingressos antecipados à venda na Sensorial Discos - Rua 24 de Maio 116 (Rua Alta), Centro. Tel: (11) 3333 1914

Censura: 16 anos

Abertura da casa às 18:00 na sexta e às 17:00 no sábado

http://www.goianianoisefestival.com.br/

 

e eles não são de Harvard

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Por mais que pareça, o harvard bass não é de Harvard. Na verdade, ele está mais em algum TacoBell ou enfurnado em seu estúdio na zêÉsse de São Diego. daí que vc não ouviu falar dele esse tempo todo porque estava obstinado a terminar essas faixas bem rápido. Claramente influenciado pelo som que vem de Chicago como o Techno e o House, o garoto por trás do prjeto tem aparecido com alguma repercussão nas novas mídias e em blogs como pitchfork, discodust e D.I.S.C.O TEXAS. Como a nova safra de artistas, ele tem aquele baixo gordo, e aqueles syth-lead que a gente gosta. Ou seja, french-touch.

harvard bass - caked


rejected - let's go juno (harvard bass more chords edit)


Skol Beats. O Festival que você fez foi uma falha. Desculpe.

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Skol Beats

O Festival que você fez, foi uma falha.


Uma fria noite num shopping de céu aberto com um – ótimo - show do Justice e um show do Digitalism numa primavera com cara de inverno. Talvez essa a melhor definição para a 9ª edição do Skol Beats.

Neste ano, a produção do evento decidiu co-criar o evento junto com o público, através de discussões no fórum do site sobre os artistas e o formato do evento. Grande parte dos artistas foram escolhidos tendo em vista os votos feitos no fórum. Apenas os artistas da Tenda Terra não foram escolhidos por este processo. Com a – estranha - estrutura de um palco principal e duas tendas, sendo uma aqui e outro acolá , o evento parecia um garoto perdido no meio de um tiroteio numa rave. Entendeu?

Assim, vamos por partes.

A abertura do evento ficou pelo Killer on The Dance Floor que não teve uma votação muito expressiva no fórum do Skol Beats. Ok, o SB tem fama de apostar em vanguarda e alguns nomes ali no festival não tinham sido votados (como é o caso dos artistas na Tenda Terra). É legal apostar na vanguarda, mas para uma dupla que não possui uma base tão consolidada (veja bem, eu adoro o KOTD)abrir um festival é meio tiro no pé e deveras arriscado. Além de ser uma puta responsabilidade para todos os lados envolvidos.

 

Já que é pra abrir um festival que tal apostar em hits? Funciona? Funciona! Vamos fazer isso? Vamos... Deu certo né? Deu. Ok. A apresentação deles foi tipo isso. Um remix ali (Destaque para o remix de Rihanna e Madonna. Ok, foram bons mesmo.) umas produções ali e só. O clima era esquentar a galera que começava a chegar. Aí veio o Montage com seu electro made in Ceará e o Daniel Peixoto performático como sempre pula, dança, xinga, grita, chama convidados (Bárbara do Impostora. Oi?) mas não dá pra saber se foi bom por que a maioria das apresentações são iguais ou pelo momento.Foi um ponto importante na carreira da banda (dupla?) cearense, é claro. Mas inegável que não era o lugar apropriado para essa apresentação. Convenceu, mas foi FAIL!. Alguns minutos de espera e entram Layma Leiton e Iggor (Igor com um 'gê' ?)Cavalera, a.k.a MixHell.

Montage

 

Mixhell

 

foto: divulgação 

A surpresa foi a presença de uma bateria no palco, dando um ar orgânico ao duo maximal-overpower-casal-semi-deuses-encarnados (contém ironia) que já remixou Bitchee Bitchee ya Ya Ya e inúmeras outras bandas. Foi ok, mas algo deu errado. Não entendi exatamente a apresentação. Vamos encarar como um aquecimento para a próxima apresentação. E isso é o que você precisa saber sobre eles. Sério.

Depois de todos os artistas que abriram, hora do show do Jus... HAHAHAHAH. O highlight da noite claro que foi a tão aguardada dupla francesa das jaquetas de couro. Quem mais? O Mixhell não foi. Nada pessoal.

foto: divulgação

Gaspard Augé e Xavier de Rosnay não falam. Fumam um cigarro atrás do outro e levantam a mão. É um show frio (em termos e em relação a atitudes deles em relação ao público). Mas para quem estava na grade não soou nada frio. O interessante foi a presença de mais indies do que araras circa 97 (também conhecidos como um tipo raro hoje, em vias de extinção: os clubbers). É a verdadeira democratização da música eletrônica. Viva a inclusão digital. Voltando ao show do Justice; No palco 'um potente soundsystem' de 8x8 decorativo e a famosa cruz no meio do palco (daí o nome Cross ou † ou qualquer coisa relacionada a isto) a dupla que já tocou anônima aqui em 2005 no extinto Amp Galaxy, voltou triunfal com a mala cheia de hits. Estavam todos lá: “We Are Your Friends” do SMD mas já adotada para o Justice e que foi o hit indie de 2006, o recorte “D.A.N.C.E” (que é uma singela homenagem a Michael Jackson. A dupla não fala inglês, então selecionaram frases de músicas do rei do pop e botaram um balde de crianças para cantar. Deu certo)e a disco-glitch-tech-maximal “D.V.N.O”. Até mesmo momentos tensos como “Stress” (Cujo clipe dirigido por Romain Gavras foi vetado por televisões européias e americanas por ser considerado uma apologia a violência) ficaram extremamente dançantes ali. Fim do show, corpos moídos e alguns pontos de audição a menos, hora de descansar.


 

Claro, não fui ver o Marky que é uma perca de tempo total.

Pausa para uma análise sobre o Marky: O cara pode ter sido e pode até ser o maior dj do Brasil. Mas de um estilo morto, de quando a música eletrônica precisava ser levada para fora dos clubes. A cena mudou, hoje existe uma aceitação 'midiática' da e-music. O Drum n' Bass é dado como morto. IMHO ou é muita brodagem ou falta de uma curadoria ali. Fico com as duas opções, pode ser?

Não viu o Marky? Não perdeu nada. Se você já viu um set-desde-sempre já sabe o que esperar.

A próxima atração eu não entendi direito. Era o tal do Pendulum. Uma cópia de Linkin Park que não funcionou, não empolgou, o som falhou e meia de dúzia de fãs gostou. Acabou.

Não fiquei até o Digitalism tocar. Mas segundo relato do meu acompanhante e fotógrafo wannabe (hahahahahaha)Goss foi a melhor apresentação da noite. Apesar do Som Baixo, o live empolga e apesar de um problema técnico aqui e outro ali, as músicas da dupla se encaixam uma na outra (algo que não acontece com o Justice, apesar de ter uma ótima mixagem) como se fossem uma só. E não são. De certa forma, num festival de música eletrônica isso é ótimo. Perdi no final das contas o Agoria e o Dubfire.


O Skol Beats chegou a sua 9ª edição. Mas talvez não chegue a décima. Esperamos que nem chegue. O evento que batia no peito de ser o maior festival de música eletrônica, hoje não passa de mais um festival com cara de shopping. Mercado Mundo Mix? Praça de alimentação H2o+Lanchonetes de Grife? Djzinhos engana trouxa no vazio? Nem uma caixinha de som sequer? Se o Skol Beats não acabou agora, espero que o Creamfields em 2009 preencha a vaga de um festival de música eletronica por aqui. Na verdade não existe a necessidade. A cena hoje é auto-suficiente e exporta nomes para fora. Mas Ninguém vem pra cá, daí a necessidade de eventos como esse. E se a 10ª edição não melhorar: RIP.


Veja trechos SB

 

 

 

Links: 

http://www.skolbeats.com.br/

www.myspace.com/etjusticepourtous

www.myspace.com/digitalism

www.fotolog.com/montage

-> Logo mais colocarei algumas músicas no ar dos artistas dessa edição do Skol Beats.

 

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