Festival Internacional de Benicassim – Dia 4
Texto e fotos: Fábio Mori
Fotos: Fábio Mori e FIB
Revisado por Adriana Poleto
O quarto e último dia ainda reservava excelentes atrações com um grande número de promessas esquentando para dois grandes nomes darem por encerrado os 4 dias de shows na praia. Pegamos o final de Noah and The Whale e seguimos então para o rap do Professor Green que cantando músicas sobre samples de músicas famosas como “Where is my mind” do Pixies empolgou os presentes.
Uma verdadeira peregrinação entre os palcos teve lugar, onde pudemos ver pedaços das empolgadas garotas do The Go! Team e de Anika que apesar de beber a água da primeira atração da noite, não juntou um grande público para ver suas canções no terceiro palco. O palco principal se enchia para ver a primeira das bandas de uma dobradinha surpreendente preparada para o último dia do festival.
Com as primeiras palavras em português da introdução de Silence, eis que surge o Portishead para fazer um bonito show. Mesmo com suas músicas climáticas, com uma beleza assustadora, a banda conseguiu um fato inédito para o festival caracterizado pelo clima de festa dos seus assistentes, alguns minutos de silêncio para se ouvir a música. O hipnotismo da banda, causado em partes iguais pelos as imagens do telão, num misto bizarro de takes inusitados no palco, o som perfeito da fiel banda e a voz da vocal Beth Gibbons, que canta com uma tristeza que dói, fez um dos melhores shows do festival com momentos de arrepiar com as músicas Glory Box e Machine Gun.
Mas a noite ainda reservava um dos melhores shows do último ano mesmo que excursionando à exaustão, continua causando momentos de pura festa quase religiosa entre os assistentes. Os mais que aclamados Arcade Fire tomaram o palco e mostraram como se encerra um festival do tamanho do Benicassim. Com o já manjado começo de Ready To Start que há menos de um ano também deu início aos shows em toda a Espanha, a banda não deixou espaço pra respirar até a quinta canção, Haiti, momento em que as excelentes Keep The Car Running, Neighborhood #2 (Laika) e No Cars Go já haviam sido executadas.
A partir daí, Win Butler lidera a trupe canadense alternando seu ótimo repertório de três discos e pouco a pouco causando comoção entre os presentes. No palco, os 7 integrantes são pura festa e mesmo fora dos microfones todos cantam todas as músicas e se revezam entre vários instrumentos. O palco é adornado por bandeiras que lembram uma festa junina e telões no estilo de cinemas americanos que nas músicas The Suburbs e The Suburbs (Continued) mostram cenas do filme dirigido por Spike Jonze de mesmo nome. A banda encerrou com neighborhood #3 (Power Out) e Rebellion (Lies), quando o outro irmão Butler, Will, subiu uns 5 metros de altura no palco para ver a multidão cantar.
O obrigatório bis voltou com o hino Wake Up em que todos os presentes usaram suas últimas forças para cantar o mais alto possível, o que fez com que a seguinte música Sprawl II (Mountains Beyond Mountains) mesmo dançante, soasse fora do lugar para encerrar o show, que foi praticamente irretocável e de longe, o melhor do festival.
O FIB, já uma instituição no circuito de festivais europeus, encerrou outra grande edição, com um público aproximado de 200.000 pessoas (somados os quatro dias) e sem maiores incidentes. A prova do sucesso do festival é que as entradas para a próxima edição, que será realizada em 1 ano, já começaram a ser vendidas antes mesmo do fim da edição 2011.










