Festival promete abalar a Europa
Por: Fábio Mori
Revisado por: Adriana Poleto
Apesar de já estar esquentando os motores há algumas semanas, com pequenos (e gratuitos) shows por restaurantes e bares de toda a cidade, além de shows em estações de metrô, inicia hoje, e se estende até domingo, a maratona de shows do Primavera Sound em Barcelona.
O festival, que chega a sua 11ª edição, sempre crescendo e inovando, não mostra sinais de cansaço ou conformismo, uma vez mais inovando em diversos aspectos. Apesar de se manter em sua casa dos últimos 4 anos, o Parc del Forum, um parque futurista com enormes placas de sol à beira do mediterrâneo, construído para o fórum das culturas de 2004, uma nova disposição dos palcos faz com que o festival se volte de vez para o mar.
Os shows de abertura do festival começam hoje com showcases de selos indies, como o Bcore e o Heart of Gold (este que traz os brasileiros do Garotas Suecas), na Apolo, uma sala de shows tradicional, com pinta de salão de baile, e capacidade para umas 2 mil pessoas, e se repetem amanhã no mesmo lugar.
Concerto dos italianos Stearica no metro
Na 4ª feira, é a vez de revisitar a antiga casa do festival, o Poble Espanyol, uma pequena vila encravada na montanha Montjuїc, construída em 1929, para a exposição internacional de Barcelona, com ruas que imitam a arquitetura, estilo e cultura de vários lugares da Espanha, onde Echo & The Bunnymen tocarão os clássicos “Crocodiles” e “Heaven Up Here” na íntegra, e a promessa (já consolidada) Caribou dará suas caras, juntos com outras bandas menos conhecidas como Las Robertas, direto da Costa Rica.
E a verdadeira maratona será a partir de 5ª feira em que os oito palcos (1 a mais que nos últimos anos) do Parc del Forum serão invadidos por Public Image Limited (PIL), Grinderman, Flaming Lips, Interpol, The Walkmen, Sufjan Stevens, Of Montreal, Big Boi, Suicide entre outras bandas com nomes inesquecíveis, como Woody Alien.
Na 6a feira, a festa continua com a principal volta desta temporada, o Pulp, de Jarvis Cocker, além de The National, Belle & Sebastian, Deehunter, e no sábado com PJ Harvey, Animal Collective, Mogwai, Yuck, Fleet Foxes, The Jon Spencer Blues Explosion e John Cale.
Tudo isso, entremeado por centenas de promessas espanholas, como Me & The Bees, Fred i Son, Za!, Odio Paris, Senderos e Triangulo de Amor Bizarro, e do resto do mundo como Male Bonding, Salem, Smoke Fairies, Ariel Pink’s Haunted Graffiti, além dos já citados Garotas Suecas, muitos deles já testados (e aprovados) na versão menor de outono do festival, o Primavera Club, totalizando mais de 150 bandas em 3 dias.
Paralelo a tudo isso, o Primavera a la Ciutat, promove shows gratuitos em parques públicos e na rua, a cargo de um ônibus que estará por diversos pontos da cidade durante o festival, e o PrimaveraPro produz um encontro entre artistas, managers, promotores de outros festivais e imprensa, afim de fomentar o mercado da música.
Se ainda houver fôlego o festival volta no domingo para o Poble Espanyol, onde o Mercury Rev tocará na íntegra o excelente “Deserters Song” acompanhado de bandas como BMX Bandits, My Teenage Stride entre outras.
Este ano, a produção testará ainda uma inovação, que poderá ser imitada por outros festivais, um cartão de consumação que, atrelado a um cartão de crédito, evitará as onipresentes filas para a compra de tiquets de consumação, uma vez que ele pode ser carregado pela internet, desde casa ou em pontos específicos do festival. A ideia gera uma certa polêmica, mas tem que ser testada na prática para se ter uma noção do impacto.
Palco Principal (San Miguel) em 2010
Com tantas atividades espalhadas pela cidade torna-se impossível não respirar ao menos um pouco de música nos próximos dias. Tentarei passar o máximo de informação por estas linhas, não só dos shows das bandas, mas também da organização do festival, uma vez que ouvi informações vergonhosas sobre o andamento de festivais de grande porte no Brasil. A começar pelo preço, o Primavera Sound custa, se comprado hoje, R$ 430 para todos os dias de festival. Para pessoas que, como eu, compraram o ingresso em julho do ano passado, o preço foi de R$ 350, e além desta semana de eventos, incluía entrada para o Primavera Club do ano passado. Isso sim, sem meia entrada!
Para maiores informações, clique aqui.









